RSS

Arquivos mensais: Setembro 2014

Conectores – exercícios

A. Identifica o antecedente das palavras sublinhadas.
Hoje escolhi falar da minha terra […]. Se bem que tenha umas vagas minas (fenícias, romanas?) de estanho e umas menos vagas de volfrâmio, talvez só se possa verdadeiramente gabar do seu rio, […] um afluente do Minho […]. O Coura é um rio como o do poema de Fernando Pessoa: o rio da minha aldeia. Nenhum outro se lhe equipara: nadar nele, pescar nele (trutas e bogas), ficar sentado na margem a vê-lo correr […] é das coisas mais agradáveis que por se podem arranjar.

Salvato Teles de Menezes, “A Minha Terra” in A Página da Educação, série II, n.° 200, primavera 2013
(excerto com supressões)

B. Seleciona o conector adequado para cada espaço. Utiliza a maiúscula quando necessário.

mas • por exemplo • primeiro • portanto

[…] Amo-te, ____________, por não seres outro país. Amo-te por seres Portugal e estares cheio de portugueses a falar português. […] Mesmo que não achasse em ti senão defeitos e razões para deixar de te amar, preferia isso, mesmo deixando de te amar, a que não existisses. […] ____________, já viste, ó Portugal: não preciso de nenhuma razão para te amar. Amo-te sem razão. Amo-te às cegas, antes sequer de olhar para ti. Podes ser o pior país do mundo, ou o melhor, ou o mais monotonamente assim-assim. Não me interessa. Amo-te. Amo-te à mesma. […] ____________ uma das razões por que te amo é o teu clima. Acho que tens um bom clima. Mas não julgues que há muitos portugueses apaixonados por ti que concordam comigo. Esses julgam o teu clima dia a dia e hora a hora e gostam dele, quando muito, vinte por cento do ano. […] não preciso de razões para te amar. ____________ tenho muitas.

Miguel Esteves Cardoso, in jornal Público, 10 de junho de 2011
(excerto adaptado e com supressões)

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 22 de Setembro de 2014 em Coesão, Gramática

 

Conectores – exame

Questão • Exame nacional 2009 (2.° chamada)

Lê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.

Quase na extremidade da cidade, erguia-se a mansão dos Hamblin, uma casa de estilo um tanto rústico, com um só andar sobre o pavimento, que rasava quase com o terreno. Uma grande mancha de hera alastrava pela parede, espontada1 porém o bastante para que não chegasse a cobri-la por completo. As janelas eram baixas, algumas amoreiras de jardim erguiam sobre elas os ramos sobranceiros. Clement retirou do táxi a manta mos­queada2, a maleta de tapete, o guarda-chuva de seda, e quis pagar.
– Não tenho troco – disse o homem. E atirou para a nuca o boné de pala de oleado.
– Pode esperar, espere então.
– Oh, sim, senhor!
Clement precipitou-se para dentro, deixando a porta aberta atrás de si. Atravessou o átrio, cujo piso era de tijolo vermelho, encontrou-se no vestíbulo que era a base daquela escadaria, coração da casa inteira para onde convergiam todas as portas, ao longo da qual se exibiam preciosas cópias de Turner3 e vitrinas cujo conteúdo era como uma pintura chinesa, paisagens marítimas com ramos de coral cor-de-rosa, peixes tão alados4 como aves, conchas como templos, crustáceos como dragões listrados de negro e cor de fogo entre bivalves abertos como escrínios5 com uma pérola, um nácar6 multicor, uma pitada de areia cor de oiro ou de cinza, tudo como que flutuando numa neblina, uma atmosfera doce e solene onde os sentidos se afinam e simultaneamente se desvanecem.
– Manfredi? – chamou Clement. Sabia que ele estava ali perto, tanto conhecia os seus hábitos de ser hibernante, os seus prazeres sedentários, com os seus livros de naturalista e o seu aquário. Penetrou no aposento que antecedia a sala do aquário e que estava, como sempre, às escuras, recebendo apenas a luz duma reixa’ de ferro que comunicava para o átrio. Ali, a tonalidade era verdosa, exceto nos cantos que permaneciam nas trevas.
– Está aí alguém? – disse Clement. Ouvira um suspiro, um arfar contido, como alguém que sustém a respiração ou vai deixando que o ar se escape lentamente dos pulmões. Não obteve, porém, resposta.

Agustina Bessa-Luís, Aquário e Sagitário, Lisboa, Contexto Editora, 1995

Vocabulário

1 espontada: com as pontas cortadas; 2 mosqueada: com pintas ou manchas; 3 Turner, pintor inglês (1775-1851); 4 alados: com asas; 5 escrínios: cofres; 6 nácar: substância que reveste a parte interior de algumas conchas, madrepérola; 7 reixa: grade.

O parágrafo que se segue não pode ser a continuação da narrativa que acabaste de ler, pois apresenta dois aspetos incoerentes com o conteúdo do texto.
Clement recuou até ao aposento que antecedia a sala do aquário. Só então notou, em contraste com a luminosidade abundante que entrava pelas vidraças das janelas baixas, a presença de uma figura. Era o homem do táxi, com o seu gorro de lã, que assistira à sua descoberta, atónito.
Identifica dois aspetos que provocam essa incoerência, fundamentando a tua resposta em elementos textuais.

Preparando a resposta:
A incoerência pode resultar de desvios ao tema, de repetição desnecessária de informação, de desadequação à situação representada ou de contradições.
Existem duas contradições entre o texto e o parágrafo de continuação proposto:
1.° – a luminosidade abundante contradiz a in­dicação de que aquela divisão estava, habitual­mente, às escuras (“Penetrou no aposento […] que estava, como sempre, às escuras”);
2.° – o homem do táxi não poderia aparecer com um gorro de lã dado que tinha colocado na cabeça o seu “boné de pala de oleado”.

Resposta:
A divisão não poderia estar abundantemente iluminada, pois, de acordo com o texto, aquele aposento encontrava-se, como era habitual, às escuras (“Penetrou no aposento […] que estava, como sempre, às escuras”). O taxista usava, de acordo com o texto, um “boné de pala de oleado”, pelo que não pode­ria aparecer com um gorro de lã.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 22 de Setembro de 2014 em Coesão, Exercício, Gramática, Provas

 

Conectores discursivos

Os conectores discursivos são um importante mecanismo de coesão textual, estabelecendo relações de sentido entre as diferentes partes do texto.

Aditivos
e além disso, ainda, também, do mesmo modo
Conclusivos
em suma, assim, em conclusão, em síntese
Explicativos
isto é, ou seja, quer dizer, por outras palavras, por exemplo, a saber
Contrastivos
contudo, todavia, no entanto, mas, pelo contrário, em contrapartida
Consecutivos
assim, logo, pois, portanto, por conseguinte, por isso, então
Enumerativos
em primeiro lugar, por um lado / por outro lado, de seguida, por último, por fim

 

 

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 22 de Setembro de 2014 em Coesão, Gramática

 

Bem vindo!

Downsystem.Org (306)Mais um ano.

Vida nova, objetivos novos e, no espelho, o reflexo pálido das pequenas coisas de sempre.
Haja força! E querer!
Bom ano!

2015/2016

NOTA:
Há coisas que não se conseguem colocar aqui.
Visita também http://www.miguelribeiro.alojamento-gratis.com/ e aprende, divertindo-te, com os teus colegas!
 
2 Comentários

Publicado por em 22 de Setembro de 2014 em Diversos