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Arquivos mensais: Novembro 2015

Teste 9.1.2

Testes marcados para os dias  7 (9.º D) e 10 (9.º C) de dezembro

TURMA C – Matriz PT3_2015_2016_Teste_9_12_C_Matriz.

TURMA D – Matriz PT3_2015_2016_Teste_9_12_D_Matriz

Toca a trabalhar!

 

Downsystem.Org (5)

 Resultados: 9.º C (9C_Teste_1.2); 9.º D (9D_Teste_12).

 
2 Comentários

Publicado por em 30 de Novembro de 2015 em Respostas

 

Praça dos poetas – 4

Para o poema “Quase“, de Mário de Sá-Carneiro, sugestões de resposta AQUI.

a) Declamado

b) Cantado

 
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Publicado por em 30 de Novembro de 2015 em Respostas

 

Praça dos poetas – 3

Encontras os tópicos de resposta às atividades do texto 3, de Fernando Pessoa – “O menino de sua mãe” AQUI.

Inclui também notas sobre as atividades relativas ao poema “Se estou só, quero não ‘star.

Cantado por Mafalda Veiga

O Menino de Sua Mãe

No plano abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
— Duas, de lado a lado —,
Jaz morto e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.

Fernando Pessoa, in ‘Antologia Poética’

E recordando “Se estou só quero não ‘star”


Numa interpretação de “Contrabando”.

 
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Publicado por em 30 de Novembro de 2015 em Respostas

 

Praça dos poetas – 2

Encontras os tópicos de resposta às atividades do texto 2, de Ruy Belo – “E tudo era possível” AQUI


E tudo era possível2, Ruy Belo

;

 
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Publicado por em 30 de Novembro de 2015 em Respostas

 

Praça dos poetas – 1

Encontras os tópicos de resposta às atividades do texto 1, de José Gomes Ferreira – “Aquela Nuvem parece um cavalo…AQUI.

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Aquela nuvem
parece um cavalo…

Ah! Se eu pudesse montá-lo!

Aquela?
Mas já não é um cavalo,
É uma barca à vela.

Não faz mal.
Queria embarcar nela.

Aquela?
Mas já não é um navio,
é uma torre amarela
a vogar no frio
onde encerraram uma donzela.

Não faz mal.
Quero ter asas
para a espreitar da janela.

Vá, lancem-me no mar
donde voam as nuvens
para ir numa delas
tomar mil formas
com sabor a sal
– Labirinto de sombras e de cisnes
No céu de água-sol-vento-luz
concreto e irreal…

José Gomes Ferreira

 
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Publicado por em 30 de Novembro de 2015 em Respostas

 

O Mito de Caronte

Na mitologia grega, Caronte era o barqueiro que transportava os mortos, através dos rios Aqueronte e Estige, para o Hades, o mundo subterrâneo. A passagem era paga com uma moeda colocada na língua do morto. Atravessado o rio, tinham ainda de impedir que o cão Cérbero lhes devorasse a alma.

O excerto que vais ler pertence ao Diálogo dos Mortos, do escritor grego Luciano, onde se questionam os valores que regem a vida humana. Um escritor, Menipo, atravessa o rio Letes na barca de Caronte. As personagens são deuses, heróis e pessoas ilustres que se encontram nos Infernos após a morte. Lá constatam que o que possuíam em vida de nada lhes serve agora.

Caronte – Paga, ó maldito, o preço da pas­sagem.
Menipo – Grita, ó Caronte, se isso te apraz.
Caronte – Paga, repito, o que deves por ser transportado.
Menipo – Não podes receber de quem nada tem.
Caronte – Mas existe alguém que não tenha um óbolo?
Menipo – Se na verdade existe algum outro, não sei. Eu não tenho.
Caronte – Pois vou estrangular-te, por Plutão, ó infame, se não me pagares.
Menipo – E eu racho-te a cabeça com o bastão.
Caronte – Então terás tu feito de graça tão longa travessia?
Menipo – Que Hermes pague por mim, ele me entregou a ti.
Hermes – Por Zeus! Belo proveito se ainda tivesse de pagar pelos mortos!
Caronte – Não te largarei.
Menipo – Bem, nesse caso põe a barca a seco e aguarda. De resto, como podes receber o que realmente não possuo?
Caronte – Tu não sabias que era preciso trazê-lo?
Menipo – Sabia, claro, mas não o tinha! Quê?! Por isso não devia eu ter morrido?
Caronte – Serás tu então o único a vangloriar-se de ter atravessado de graça?
Menipo – De graça não, amigo! De facto até lancei água fora, ajudei a remar e, de todos os passageiros, eu era o único que se não lamentava.
Caronte – Isso não tem nada a ver com o preço da passagem. É necessário que pagues o óbolo. Não é permitido proceder-se de outro modo.
Menipo – Então reconduz-me à vida.
Caronte – Tu tens graça! Para que, ainda por cima, eu apanhe açoites de Gaco!
Menipo – Então não me maces!
Caronte – Mostra o que tens no alforge!
Menipo – Tremoços, se te agradam… e também a refeição de Hécate.
Caronte – Ó Hermes, donde nos trouxeste este cão? O que ele tagarelava durante a travessia, rindo e zombando de todos os passageiros, can­tando sozinho, enquanto eles choravam!
Hermes – Tu ignoras, Caronte, que espécie de homem transportaste? Totalmente livre e a quem não dá cuidado coisa nenhuma. É o famoso Menipo.
Caronte – Ah! Se um dia te volto a apanhar!…
Menipo – Sim, ó amigo, se apanhares… mas não me apanharias segunda vez!…

 Luciano, Diálogo dos Mortos

 

 
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Publicado por em 22 de Novembro de 2015 em Auto da Barca do Inferno, Caronte, Gil Vicente