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Auto da Barca do Inferno

Nesta páginas podes encontrar:

  1. Exemplos dos tipos de cómico, registos de língua e recursos expressivos por cena (ou quase: excluiu-se a cena inicial e a última).
  2. Documentos com as respostas às questões analisadas nas aulas. Os documentos foram criados segundo a perspectiva de análise do manual Diálogos 9, referindo-se o número das páginas ao mesmo. Aqui também um resumo da cena.
  3. Algumas questões do caderninho “Chegar a bom porto…” e outras que se forem acautelando. Todas ao estilo da Prova Final.
  4. Outros recursos (outros materiais sobre o Auto da Barca do Inferno.

NOTA: os materiais vão sendo acrescentados à medida que são explorados na aula… significa que estaremos em constante atualização!

 TÓPICOS:

 1. Tipos de cómico, registos de língua e recursos (por cena)

      A. Tipos de cómico

      B. Registos de língua

      C. Recursos expressivos

2. Questionários do manual (+ resumo)

3. Chegar a bom porto…

4. Outros recursos

Downsystem.Org (62)

1. Tipos de cómico, registos de língua e recursos (por cena)

 A. Tipos de cómico

Os tipos de cómico estão definidos no teu manual, à página 153. Fica aqui uma explicação:

Situação Resulta de uma não adaptação de uma pessoa à situação em que se encontra.
NOTA: em termos de linguagem mais popular, será fazer figuras tristes, voluntária ou involuntariamente.
Linguagem Resulta de uma não adaptação da linguagem ao contexto.
NOTA: o uso de calão é o exemplo mais frequente, mas poderá ser a utilização de uma linguagem demasiado cuidada para um auditório pouco escolarizado.
Carácter Resulta de uma não adaptação de uma pessoa à sua própria realidade.
NOTA: em termos de linguagem mais popular, será alguém com “manias”!
Servem ainda o processo cómico alguns recursos estilísticos como a ironia, eufemismo e jogo de linguagem.

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     BRegistos de língua

Os registos de línguas surgem no teu manual à página 272… Mas fica aqui uma explicação:

Literária Apresenta uma intenção e realização estéticas. Recorre a uma linguagem figurativa.
Cuidada Registo culto da língua, usado em situações formais – conferências, colóquios, cartas (não familiares), alguns textos jornalísticos de opinião, discursos (políticos e outros), … Caracteriza-se pelo uso de formas de tratamento cuidadas e respeitosas.
Corrente ou padrão Segue a norma linguística pretendendo ser o registo médio da língua. Usado na comunicação social em texto informativo.
Familiar Usa-se fundamentalmente entre amigos e em família. Recorre a um vocabulário e construção frásica simples, podendo haver menor preocupação linguística. Em muitos contextos identifica-se facilmente pelo emprego de diminutivos.
Popular Registo provocado pela falta de cultura linguística, desleixo ou hábitos. Pode resultar em regionalismo (quando característico de uma região), gíria (quando próprio de um grupo socioprofissional) ou calão (quando usado grosseira e ofensivamente).
Gíria Linguagem codificada e própria de certos grupos socioprofissionais. Muitos termos de diversas gírias são usados no dia-a-dia sem que nos percebamos que os estamos a usar (escolas: feriado = furo; futebol: frango; segurança: bófia = moina).
Calão Expressões consideradas grosseiras ou ofensivas. Algumas palavras pretendem disfarçar o calão, mas não deixam de o ser (fosca-se, fonha-se, carago).
Regionalismo Expressão própria de uma determinada região. Alguns vocábulos como bica/café; imperial/fino (cerveja).
NOTA: o mirandês é a segunda língua oficial de Portugal. É a língua própria do povo de Miranda do Douro e deve-se, essencialmente, ao isolamento a que a região esteve sujeita em tempos. É falada por cerca de 15 mil pessoas e é aprendida nas escolas da região. Assemelha-se ao Português antigo.
Técnico-científica Usada em conjugação com as anteriores, conforme a competência linguística do utilizador, mas marcada por termos próprio de uma técnica ou ciência.
EX.: Os motores caracterizam-se pela sua cilindrada e a sua potência é medida em cavalos e binário (corrente).
Aquela máquina tem uma cilindrada do caneco e potência até dizer chega (popular).

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     C. Recursos expressivos

O teu manual apresenta uma lista de recursos expressivos nas páginas 80 e 81. Ficam aqui os mais usados no ABI.

Eufemismo Consiste no uso de uma expressão por outra, para evitar ou atenuar o efeito desagradável que esta última produziria.
Ironia Consiste em atribuir às palavras um significado diferente daquele que na realidade têm, sugerindo, em geral, o contrário  do que se quer, de facto, dizer.
Antítese Consiste no contraste entre dois elementos ou ideias.
Metáfora Consiste numa espécie de comparação à qual falta o primeiro termo e a partícula comparativa. O termo utilizado não é literalmente aplicado.
EX: Aquele homem é uma fortaleza!
Hipérbole Consiste num exagero de termos a fim de dar ênfase ao pensamento.
Jogo de linguagem (ou de palavras) Consiste no emprego de palavras com desvirtuação do seu significado ou pertinência, numa espécie de jogo sonoro irónico: corregedor/descorregedor; senhor/senhora; embarca/embarcai.
Comparação Consiste em confrontar duas realidades distintas para realçar analogias ou diferenças.

Podes ver aqui o conjunto desta informação em formato word (DOCUMENTO).

E aplicado às personagens do ABI AQUI.

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2. Questionários do manual (+ resumo)

Tema/Personagem Diálogos 9, PE Resumo 
Gil Vicente p. 84 (Ver) —-
Sociedade séc. XVI p. 85 a 86 (Ver) —-
Sátira vicentina p. 87 a 88 (Ver) —-
Introdução (ABI) p. 89 (Ver) Tipos 
Fidalgo (Cena I e II) p. 92 a 101 (Ver) Resumo
Onzeneiro (Cena III) p. 103 a 107  (Ver)  Resumo
Parvo (Cena IV)  p. 108 a 111  (Ver)  Resumo
Sapateiro (Cena V)  p. 113 a 116  (Ver)  Resumo
Frade (Cena VI)  p. 117 a 121 (Ver)  Resumo
Alcoviteira (Cena VII) p. 122 a 124 (Ver)  Resumo
Judeu (Cena VIII)  p. 125 a 128 (Ver)  Resumo
Corregedor e Procurador (Cena IX) p. 129 a 134 (Ver)  Resumo
Enforcado (Cena X) p. 135 a 137 (Ver)  Resumo
4 Cavaleiros (Cena XI) p. 138 a 141 (Ver)  Resumo
Quadro geral de análise p. 102 (Ver)
Outras atividades p. 143 a 146 (Ver)
Leitura e escrita p. 147 a 148  (Ver)
Autoavaliação p. 149  (Ver)

Ligações direta à páginas com estes conteúdos:

PÁGINAS DO MANUAL | RESPOSTAS | RESUMOS 

(…)

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3. Chegar a bom porto…

NOTA: apenas no que se refere ao Auto da Barca do Inferno. Páginas e soluções.

Personagem Questão Cenário de resposta
Fidalgo Questão Resposta
Onzeneiro  Questão Resposta
Parvo  Questão Resposta
Sapateiro  Questão Resposta
Frade  Questão Resposta
Alcoviteira  Questão Resposta
Judeu  Questão Resposta
Corregedor e Procurador  Questão Resposta
Enforcado  Questão Resposta
4 Cavaleiros  Questão Resposta

(…)

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4. Outros recursos

…. ainda é cedo!

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7 responses to “Auto da Barca do Inferno

  1. Odete Duarte

    27 de Abril de 2015 at 08:27

    Bons recursos, bom trabalho… Consulto muitas vezes esta página!!!

     
  2. Alguem com duvidas

    9 de Junho de 2015 at 15:22

    Os questionários do ABI nao estam disponiveis. Poderá inseri-los aqui por favor? Obrigada

     
    • jomiguelor

      9 de Junho de 2015 at 17:39

      Os questionários são do manual Diálogos, 9.
      Caso haja mesmo necessidade posso colocá-los, mas se for urgente não sei se consigo!
      […]
      No final da tabela já há uma ligação para as páginas que contém os questionários. Poderá seguir também este caminho (AQUI)

       
      • Alguem com duvidas

        10 de Junho de 2015 at 11:30

        Peço desculpa pelo engano, mas o que queria pedir era as respostas ao questionários visto que algumas estão indisponíveis

         
        • jomiguelor

          10 de Junho de 2015 at 13:38

          Estavam mesmo todas “off”
          Ligações atualizadas.

           
  3. Ana

    13 de Janeiro de 2017 at 21:55

    Olá, estou a ajudar um familiar a estudar a Barca e existiu uma dúvida em relação ao Parvo, pois vejo duas versões do destino desta personagem. Uns dizem que fica no cais, outros que fica no cais e depois entra com os 4 cavaleiros. Na peça o Anjo diz que ele terá o céu se quiser, mas para esperar no cais por outras personagens que entrem na barca. Isso acontece com a chegada dos 4 cavaleiros. Mas na didascália final diz apenas que entram no barco não especificando se isto incluí ou não o dito parvo. Vi algumas peças e o Parvo costuma entrar na barca e foi assim que interpretei, mas não quero dar informações erradas. Pode me confirmar esta questão?
    Em caso de dúvida vou dizer para colocar que o Parvo fica, a mando do Anjo, no cais à espera de outros.

     
    • jomiguelor

      13 de Janeiro de 2017 at 23:49

      Opto que fazer entrar o Parvo na barca do Anjo juntamente com os 4 Cavaleiros. Oportunamente dou resposta mais detalhada.

      —x—

      A tempo:

      Os textos de Gil Vicente que conhecemos hoje são, maioritariamente, fruto da compilação feita pelos filhos, principalmente Paula Vicente. O Dramaturgo, somando várias funções na apresentação pública dos seus autos e farsas (desde autor, encenador, ator, e outros), não estaria muito preocupado em registar todas as didascálias, mas apenas o essencial. Creio que quem compilou os textos também não poderia acrescentar demasiadas didascálias. Aliás, com uma análise mais rigorosa ao assunto, facilmente se verifica que o Auto da Barca do Inferno não apresenta algumas didascálias, percebendo-se as mesmas pelas falas das personagens.
      Assim, se o anjo indica ao Parvo que fique à espera que chegue mais alguém, é por aí que deveremos interpretar a intenção de Gil Vicente: fazer embarcar quem não teve responsabilidade na malícia dos atos, o que de resto vai de encontro à moral cristã: Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o reino dos céus.
      Devemos, contudo, perceber a situação numa outra perspetiva: o Auto da Barca do Inferno pretende corrigir, ou pelos menos fazer pensar, os problemas da sociedade da época, fazendo-o de forma cómica, provocando o riso (a máxima usada seria: “ridendo castigat mores”). Neste sentido, o fato de o Parvo permanecer em cena depois do seu “pseudojulgamento” serve mais para que Gil Vicente tenha um personagem a dizer o que outros não poderiam dizer, acusando alguns tipos que se lhe seguem como o Frade, o Corregedor, o Judeu… Esta situação não poderia ficar a cargo do Anjo (que deve manter uma postura de acordo com o seu estado angelical), nem do Diabo (que teria de aproveitar os defeitos das personagens, não condená-los).

      Uma última nota: tal como no tempo de Gil Vicente, nem sempre a representação atual da peça corresponde ao escrito. A atualização das situações obriga a alterações, os custos com atores também. Mas não serão essas alterações a apoucar o virtuosismos da obra vicentina. Assim, se numa representação o Parvo não entrar na Barca do Anjo, não levemos a mal.

       

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